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Ecologia, Econômia, Política, Vídeos

Não é possível acabar com o trabalho escravo.

Juntamente com milhares de brasileiros, fiquei profundamente chocado com as cenas do programa a Liga da rede Bandeirantes.

Não que desconhecesse o assunto, sabia sim. Uma denúncia aqui, outra acolá, ficamos tristes, chocados, coléricos, deprimidos, etc. Mas passados alguns minutos, voltamos a nossa vidinha.

Afinal é preciso pagar as contas.

Ai que a coisa pega!

Não sei se você já reparou, mas corremos atrás do rabo, quanto mais trabalhamos, mais contas nos aparecem. É o verdadeiro “milagre” da multiplicação das contas.

Mas este “milagre” é bem planejado.

Para que o sistema capitalista, baseado no consumo sem mantenha, é preciso que os produtos sejam consumidos em uma velocidade cada vez maior. Precisamos comprar, produtos, serviços e todo tipo de porcaria, num ritmo cada vez mais frenético. Basta um pequeno vacilo e esta economia fica “ressentida”, entra em crise.

Não vou gastar seu tempo lendo sobre este assunto, aconselho que vá ao site da fundação Story of Stuff de nossa querida Annie Leonard e assista o filme. Em vinte minutos você terá um amplo panorama deste assunto.

http://www.storyofstuff.com/

Ou aqui mesmo no blog, você pode ver este vídeo em português.

Vamos então, mais fundo nesta historia.

No programa a Liga de ontem, após todas aquelas histórias, o Leonardo Sakamoto da ONG Reporter Brasil, comenta que o trabalho escravo só vai acabar, quando houver oportunidade para todos, condições de todos terem os direitos básicos, direitos que constam na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Como alimentação, moradia, saúde, trabalho, estudo, lazer, etc.

O problema é que mesmo em países signatários desta declaração, que é o caso do Brasil, estes direitos não são respeitados.

A questão é que isto não é possível.

Pelo menos não é possível, pensar que conseguiremos um dia incluir todos neste sistema de consumo que vivemos.

Por motivos simples;

A exclusão é necessária → Um exemplo simples disto é o que acontece hoje na Africa do Sul.

Enquanto durou o sistema de segregação racial, os brancos puderam ter um bom padrão de vida, pois havia uma grande massa de negros para serem oprimidos e explorados. Hoje a coisa está complicada, não cabem todos neste barco.

Para que nós tenhamos o que desejamos, muitos tem que dividir a conta conosco.

Se você tirou um tempinho para ver o vídeo da Annie Leonard que citei, entenderá do que estou falando, se ainda não viu, tenha mais um pouco de paciência comigo, leia este artigo até o final então vá correndo ver a Annie antes que esqueça tudo e volte para a “vidinha”.

Uma ilustração que podemos fazer deste assunto, é a seguinte;

Estamos comendo em um fino e caro restaurante, mas não podemos pagar a conta.

Então as pessoas que nos olham famintas pela vitrine, são chamadas, não para participar da refeição, mas para ajudar a pagar a conta do que comemos.

Ou pior ainda, além de ajudarem a pagar a conta, o restaurante, já havia tirado destas pessoas, o que tinham para comer, para nos preparar o banquete que iriamos degustar, pois não havia alimentos o suficiente.

Neste ponto, chegamos no outro motivo.

O planeta não comporta → O sistema de consumo em que vivemos é utópico, a velocidade com que retiramos dele os recursos que “precisamos” não é a mesma que ele tem para se regenerar.

E como os ecossistemas não comportam a super exploração e super degradação a que são expostos, vamos retirar os recursos de quem não tem. E pronto voltamos novamente ao primeiro exemplo.

Trata-se de um círculo simples e “maligno”.

Por isto eu afirmo, não é possível acabar com o trabalho escravo.

Se queremos continuar a viver neste sistema capitalista e consumista, precisamos continuar a explorar outras pessoas.

Mas tem uma coisinha, apesar do sacrifício que os pobres e miseráveis fazem por nós, mesmo assim, não será possível manter nossos tão queridos padrões de vida.

Afinal os recursos naturais estão acabando por todo mundo.

Aqui no Brasil, estamos a poucos passos de dar o golpe de misericórdia em nossas florestas com as alterações propostas em nosso código florestal pelo Aldo Rebelo, e com a construção de inúmeras hidroelétricas na floresta amazônica e no Brasil central, Belo Monte, Santo Antônio, Jirau, já está em andamento, depois delas teremos mais dezenas delas para podermos minerar o subsolo da floresta.

E antes mesmo que a natureza nos diga chega, estão explodindo por várias partes do globo, manifestações contra este regime. Muitas vezes as pessoas nem entendem muito bem, porque estão indignadas. Na semana passada na Inglaterra, manifestações viraram saques, afinal aqueles jovens queriam consumir mais, e como a grana não dava para tudo que queriam, resolveram saquear.

Um dia a moda pega, então os miseráveis, cansados de serem oprimidos, irão começar a saquear. Afinal eles querem comer, mas a grana não dá.

Quer evitar isto?

Não fique alienado, antes de ficar na “vidinha” correndo atrás de dinheiro, tome um banho de informação, no Ecodebate, IHU On Line, e em outros portais alternativos, fique indignado assistindo matérias de denúncia como as da Liga e outros, veja o documentários como “Capitalismo Uma História de Amor” do cinegrafista Michael Moore, mantenha-se informado, pegue seu coração e fertilize com as mazelas de nossa sociedade e nosso sistema, se quiser me dar também a honra de colaborar neste processo, acompanhe meu blog

Faça isto e convide seus amigos a fazer o mesmo, após convencidos, peça a eles que também convidem mais pessoas.

Acredito que ainda dá tempo de construirmos um mundo um pouquinho melhor.

Antes que ele acabe para nós.

 

 

 

 

 

 

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Sobre Paulo Sanda

Abençoado com uma linda e querida esposa e filhos maravilhosos (hehe que pai não diz isto). Teólogo em formação, sempre pensando, humanista, e sócio-ambientalista. Membro fundador da ONG RUAH http://www.gaiacasacomum.blogspot.com. Pescador, que não tem nenhum tempo para exercer seu hobby, postulante da IEAB. Articulista do portal Ecodebate. Palestrante, ex-profissional da área de tecnologia. Adepto do GNU. E...?

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