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Direitos Humanos, Ecologia, Econômia, Política

Para quem ainda não está convencido.

 

Se você ainda não está convencido da necessidade urgente de mudar os rumos do sistema em que vivemos, vamos imaginar a seguinte cena;

Você e sua família, vivem em uma pequena ilha.

Os recursos desta ilha são limitados, mas se renovam.

O alimento, a bebida, enfim tudo que vocês precisam a natureza nesta ilha fornece.

Vocês usam a água da lagoa para beber para higiene, usam a madeira da mata em suas casas, fazer fogo, etc. Existem algumas cabras, que dão o leite que vocês tomam, aves das quais recolhem ovos. Enfim, os recursos existem, são utilizadas mas visivelmente limitados.

O que vocês farão?

Irão fazer banheiros ao redor da lago e jogar suas fezes dentro da água que usam para beber, cozinhar e banhar?

Matarão as cabras que dão o leite que tomam, e as aves que dão os ovos, para poderem comer a carne?

Derrubarão todas as árvores para fazer grandes construções? Arrancarão os coqueiros?

Ou ainda o que acontecerá, se algumas pessoas repentinamente acharem que tem mais direito que as outras? Que a água pertence a somente elas, os coqueiros, as árvores, as cabras, aves, etc? Estas começam a abusar de tal maneira dos recursos, que começa a faltar para os demais. Será que por mais pacíficos que os outros sejam, será que os excluídos desta farra de alguns sobre o que deveria ser de todos, uma hora não irá causar revolta?

Pois bem, o nosso planeta acreditem ou não, tem limites, os recursos naturais não são infinitos.

E quem raios deu aos que tem mais poder e dinheiro, a posse do bem comum da humanidade e da vida?

Sabem quem deu esta posse ao poder e ao dinheiro?

A violência. Sim desde os primórdios era assim, e continua.

Os primeiros reis, não passavam de salteadores, ladrões que se propuseram a guardar as “posses” dos outros. Cresceram em força e tornaram se reis, então seu governo foi legitimado, a opressão passou a ser até divinizada.

Veio o sistema democrático. Democrático para quem cara pálida?

Os governos e os sistemas estão desacreditados, existe um grito por uma anarquia. Não anarquia apenas no sentido de desordem, bagunça. Sim desordem, no sentido de todos poderem exercer sua liberdade de viver, é complexo, mas o que urge não é um novo poder. Mas um esvaziamento completo dos poderes. É o conviver com o outro e com a vida.

Os poderes, não podem salvar, pois antes de mais nada, eles sempre querem, é salvar a si mesmos. E para se resguardarem, é preciso que outros morram. Não fosse assim, porque das guerras?

Não acredita ainda?

Paciência, o pior é que estamos no mesmo barco.

Mas vou continuar a falar no seu ouvido, se você deixar. Quem sabe um dia conseguimos nos convencer, antes que seja tarde.

Pois estamos no mesmo barco, não precisamos querer a mesma coisa nem da mesma forma. Até porque afirmar isto iria contra meu próprio discurso. Mas é preciso respeitar a vida.

E agora estou falando é da nossa. Pois o planeta existia sem nós, os dinossauros passaram, e o planeta continuou.

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Sobre Paulo Sanda

Abençoado com uma linda e querida esposa e filhos maravilhosos (hehe que pai não diz isto). Teólogo em formação, sempre pensando, humanista, e sócio-ambientalista. Membro fundador da ONG RUAH http://www.gaiacasacomum.blogspot.com. Pescador, que não tem nenhum tempo para exercer seu hobby, postulante da IEAB. Articulista do portal Ecodebate. Palestrante, ex-profissional da área de tecnologia. Adepto do GNU. E...?

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